I like people with depth, I like people with emotion. I like people with a strong mind, an interesting mind, a twisted mind, and also someone that can make me smile - aqui Make me good, God. But not yet.

+ Feliz eu tô. Mas e satisfeita?
+ Let there be happiness!
+ Eu quero te amar mas meu oceano é profundo demais pro teu barco, amor.

Preciso me afastar dos outros pra me aproximar mais de mim.

+
Vou pegar as sementes de mim e replantar. Regar, cuidar, colher um eu melhor. Florescer como se ainda fosse primavera, quando a chuva contrasta no céu azul: quero sol e tempestade, quero ser tudo, de bom e ruim. Estou sempre recomeçando. Reacordando, revivendo a mesma vida que poderia, hoje, surpreender. Tudo acontece tão rápido que nem me dou conta de quantas chances tive de mudar, só peço pra que outras venham. Já que o tempo não para, que pelo menos o “tarde demais” também não me atravesse.
+
Pra que tanto adeus?
Você sempre atravessa
Para onde eu nunca sei
Se vou te encontrar
Como pode o olho
Molhar tão depressa
Quando sente sua falta
Se há tantos para amar?
Mas que bom seria
Sentir mais uma vez
Teu peito contra o meu
Pra que tanto adeus?
Tá na hora de ficar.
+
Pra que tanto adeus?
Você sempre atravessa
Para onde eu nunca sei
Se vou te encontrar
Como pode o olho
Molhar tão depressa
Quando sente sua falta
Se há tantos para amar?
Mas que bom seria
Sentir mais uma vez
Teu peito contra o meu
Pra que tanto adeus?
Tá na hora de ficar.
+
Eu e minha mania de querer ajudar todo mundo sempre e ao mesmo tempo. E sem cobrar. E sem receber. Tem alguma coisa nas pessoas, algo que grita, algo que chora, algo bem dentro, que eu não consigo simplesmente ignorar quando sinto implorando pra sair. E eu sinto, eu vejo, eu percebo não sei como e entendo não sei como. Carrego mais coisas do que posso aguentar, porque carrego coisas que não são minhas, eu me anulo nas mãos dos outros, na companhia dos outros. Absorvo e, quando percebo, eu nem sou mais eu. Não tenho o que sentir, não tenho histórias pra contar, não tenho nada a dizer sobre mim. Porque eu virei todo mundo, enquanto eles são eles, com a certeza de serem alguém. Que coisa isso, pensar que eu nunca me pertenci.
+
Então as pessoas me vêem e pensam “ela é sempre tão alegre”. Sou não, estou. E não sei até quando. É verdade, sim, que ando rindo à toa, mas só porque não me sobrou mais nada pra chorar. Porque depois de tanto tempo, as lágrimas secaram e, pela ordem natural dos fatos, o próximo passo é esse mesmo: alegrar a vida. Mas entendo de dor como ninguém, viu, ah se entendo…
+
Até quando essas noites agradáveis serão só agradáveis? Até quando as palavras ditas não esconderão nenhum belo significado? Até quando sonhar vai requerer tanta força? Até quando as coisas vão ser assim, tão concretas?
+
Esses dias têm sido de menos vendavais, de marés mais baixas, de tardes mornas que me embalam vento afora. Ando tão próxima à beleza simplista da vida, de estar viva e só. Há tempos não me sentia tão completa com pequeninices, o suco fresco na mesa, o dia bonito lá fora, as crianças correndo… eu sorrindo sem porquês.
+
Até quando essas noites agradáveis serão só agradáveis? Até quando as palavras ditas não esconderão nenhum belo significado? Até quando sonhar vai requerer tanta força? Até quando as coisas vão ser assim, tão concretas?
+
E eu fico esperando. Sentada na calçada, parada na chuva, deitada na cama. Olho para os lados, checo o celular, tento acalmar as pernas que não param de mexer, numa ansiedade de estar desesperadamente procurando por alguém que eu nem sei quem é.
+
Uma hora as coisas se ajeitam. Sei que é difícil lembrar disso quando tá tudo de pernas pro ar e o mundo inteiro parece pequeno e sem saída. Mas é verdade, uma hora você abre as janelas e o vento que entra varre a bagunça, às vezes pra debaixo do tapete, mas varre. E alivia. De repente, um sorriso aparece, e o sol vai nascendo junto àquele sentimento de recomeço.
+
Quando dei por mim, estava sentada naquele banco duro, em uma tarde congelante, tentando inutilmente me aquecer com longos tragos. O café morno, esqueci até de tomá-lo, mas ainda restava tempo. Tempo… quanto mais? Quando dei por mim, estava me perguntando até quando eu deixaria o tempo escorregar pelos meus dedos, até quando ficarei assim, espectadora da vida alheia mas alheia à minha própria vida.
1 2 3 4 5 »